Chácara Cantareira

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Terra Blog

31.07.08

Marreco de Pequim

 

 

 

 

Patos Mulart

                                                EQUIPAMENTOS

Em qualquer atividade avícola, por mais rústica que seja, os equipamentos são fundamentais. Todos os equipamentos devem fazer parte integrante de uma granja. São eles:

o Cortinas
o Círculos de proteção
o Bandejas de alimentação
o Ventiladores
o Termômetros
o Campânulas
o Comedouros
o Bebedouros

CORTINAS

As cortinas são tão importantes quanto os outros equipamentos do aviário, tendo a função de proteger e aquecer as aves.
Na criação de frango caipira, as cortinas podem ser feitas de sacos de ração reaproveitados, bambu, sapé, madeira e ráfia, desde que sejam seguros e permitam a passagem de luz solar para o interior do aviário.
O manejo das cortinas é muito importante, pois através delas, a umidade e a temperatura interna do galpão são controladas.
Nos primeiros 10 a 15 dias da ave recomenda-se que fiquem levantadas, e nas idades menos críticas, depois que as aves estão empenadas deve-se manter as cortinas abaixadas, levantando-as somente em horários frios, durantes chuvas ou ventos mais fortes.
Se o aviário estiver com um forte cheiro de amônia ou abafado, principalmente no período da manhã, deve-se quando possível, abaixa-las, de preferência do lado contrário à corrente do vento.


CÍRCULOS DE PROTEÇÃO.

O Círculo de como função básica proteger as aves quando ainda pintainhos, de correntes de ar, de frio, de predadores e ainda delimitar a área mais próxima possível de fonte de aquecimento e dos comedouros e bebedouros.
Geralmente esses círculos são feitos de chapas de Eucatex ou Duratex por serem mais viáveis economicamente. Não se descarta a possibilidade de utilizar-se de chapas galvanizadas ou mesmo folhas de papelão grosso, que tem a vantagem de serem mais higiênicos devido ao seu descarta após o uso.
A altura do círculo é bastante variável, indo de 30 a 70 cm. Devem ter uma circunferência de aproximadamente 5 a 7 metros, para o alojamento de 500 pintainhos.
No inverno, recomenda-se juntar dois círculos formando assim um único com 1000 pintainhos.


BANDEJAS DE ALIMENTAÇÃO

O comedouro tipo bandeja é usado somente nos primeiros dias do pintainho, na proporção de uma bandeja para cada oitenta pintainhos. Com 10 a 12 dias de idade são substituídos por comedouros tubulares e/ou calha. Estas bandejas podem ser de :


o Madeira
o Alumínio
o Lata
o Plástica
o Papelão

A ração dessas bandejas devem ser peneiradas pelo menos duas vezes ao dia.


VENTILADORES

Em determinadas regiões o clima é muito quente. Nestes casos recomenda-se o uso de ventiladores. Este equipamento é muito útil, ajudando a refrescar o ambiente interno do galpão. Recomenda-se a utilização de 1 ventilador para cada 25 metros.

CAMPÂNULAS

As campânulas são usadas como fonte artificial de calor. Geralmente usa-se campânulas com capacidade de aquecimento de 500 pintos. Podem ser a gás, com resistência elétrica, luz infra- vermelha ou até mesmo à lenha.
O uso pode varia de 1 a 15 dias, dependendo da temperatura ambiente. Na primeira semana de vida dos pintainhos é indispensável, pois ele necessita de uma maior quantidade de calor no início e vai diminuindo à medida em que as aves crescem.

COMEDOUROS

Usam-se bandejas ou comedouros infantis que são gradativamente substituídos por comedouros adultos. O espaçamento é muito importante. No caso de comedouros tubulares, devemos trabalhar com 1/80 quando pintainhos, e 1/40 quando adultos. Nos comedouros tipo calha deve-se dar um espaço de 2,5 cm/aves quando pintainhos, e aumentar para 8 cm/ave quando adulta.
Os comedouros tipos calha podem ser de fabricação caseira, com materiais reaproveitáveis, como canos de PVC cortados ao meio, caixas de madeira e até mesmo bambu, de preferência em 1 metro de comprimento.
Quando são usados comedouros tubulares comerciais ou mesmo de fabricação caseira, é desejável que a borda do prato tenha a altura do dorso da ave, acompanhando seu crescimento regulamos a sua altura, evitando assim desperdício de ração.
Recomenda-se que a ração alternativa seja servida em comedouros tipo caixa ou calha, ao menos duas vezes ao dia, desta forma as aves se mantêm sempre ativas.
O avicultor não deve deixar restos de ração alternativa de um dia para o outro.

BEBEDOUROS

Nos primeiros 10 dias são usados os bebedouros tipo podo de pressão, na medida 1/60. Se o bebedouro for pendular automático, com capacidade de 3 litros, usa-se 1/80 na fase inicial e 1/50 na fase adulta e 4 cm/ave na calha do bebedouro. Da mesma que os comedouros, também os bebedouros podem ser fabricados na propriedade com canos de PVC, calhas usadas e bambus.
Os bebedouros não devem ter vazamentos para não molhar a cama ou produzir poças de água nos piquetes. Devem ser regulados a cada 10 dias, devendo ficar a uma altura de 5 cm acima do dorso das aves, evitando assim problemas com a cama molhada.
A falta de água limpa, fresca e pura pode provocar perdas significativas por desidratação.


PIQUETES

Cercados com telas de arame, bambu, madeira, alvenaria ou mesmo pré-fabricados, as cercas devem ter aproximadamente 1,80m de altura, devendo ter um espaço para o pasto. Não esquecer que arvores devem ser plantadas nos piquetes para a obtenção de sombra em abundância.
Uma torneira com água corrente também é necessária, não pode existir possa d’água, lixos, entulhos ou dejetos de animais nos piquetes.
A formação dos piquetes tem o papel fundamental nesse estilo de criação, jpa que a ave tem o hábito e a necessidade de pastar. A ave precisa de espaço para andar e desenvolver sua musculatura.
Levando-se em conta a qualidade do solo, pode-se optar pelo plantio de um único tipo de grama ou da conservação de duas ou mais espécies.

24.07.08

Manual de Criação


ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA

O ponto forte da criação de frango caipira é justamente a fonte de alimentação alternativa. Sem dispensar a ração comercial, os piquetes e os complementos (verduras, frutas, legumes, e capim picado) têm um importante papel no desenvolvimento desta ave, fornecendo-lhe, a fibra e xantofila tão necessárias.
Entre os alimentos alternativos destacam-se:
Capim Quicuiu
Capim Coast Cross
Capim Tiffiton
Capim Estrela Africana
Assa Peixe
Confrei
Rami
Folhas de Batata Doce
Guandu
Hortaliças e Leguminosas

As folhagens (Assa Peixe, Confrei, Rami, Folhas de Batata Doce, Guandu, Hortaliças e Leguminosas) podem ser servidas após a segunda semana de vida da ave e os capins após 30 dias.
O premix das rações comerciais devem conter Coccidiostático pois neste sistema de criação a coccidiose é uma doença comum.



MANEJO SANITÁRIO

A higiene dentro e fora do galpão, independente do seu tamanho é importantíssima, pois evita diversos problemas sanitários na criação.
Os principais procedimentos de manejo sanitários são:

o Manter os galpões sempre limpos e desinfetados após cada criada.
o Aplicas corretamente as vacinas e medicamentos necessários.
o Evitar o trânsito de pessoas e animais ao redor do galpão.
o Não guardar restos da cama do lote anterior no galpão.
o Ter pedilúvios e rodolúvios em todas as saídas das instalações.
o Recolher todas as aves mortas diariamente e deposita-las em fossas, obedecendo um distância mínima de 150 metros da granja.
o Fazer o vazio sanitário de pelo menos quinze dias entre os lotes.


LIMPEZA E DESINFECÇÃO

A limpeza e desinfecção não devem ser tratadas como simples preocupações estéticas, e sim como medidas profiláticas para a criação.

Veja como proceder:
o Retirar toda a cama antiga
o Varrer o galpão todo.
o Passar o lança chamas em todo o chão e ao redor do galpão.
o Lavar o galpão com água e sabão.
o Pulverizar desinfetante.
o Fazer uma caiação (8 sacas de cal/200 litros de água).
o Espalhar a cama nova.
o Desinfetar todo o equipamento.
o Recolher entulhos ao redor do galpão.
o Lavar a caixa d’água e encanamentos do galpão.
o Manter os equipamentos em perfeito estado.



RAÇÃO COMERCIAL


Por se tratar de uma ave mais rústica, é possível alimenta-la com diversos tipos de alimentos. O programa alimentar recomendado é realizado com quatro tipos de ração. Essas rações dividem-se em PRÉ- INICIAL, de 01 à 13 dias; INICIAL, de 14 à 28 dias; ENGORDA, de 29 à 49 dias e a FINAL, dos 50 dias até o final.
Uma ave consome em média 6 kg de ração, até que complete 60 dias, criado na sistema confinado.

* Para baratear o custo quando iniciar a ração FINAL, dividir em partes iguais 50% de ração e 50% de fubá.

Tipo de Ração Gramas Dias
Pré-inicial 300 grs. até 13 dias
Inicial 1.200 grs. de 14 à 28 dias
Engorda 2.800 grs. de 29 à 49 dias
Final 1.500 grs de 50 em diante.



CAMA PARA O AVIÁRIO

A cama de um aviário é importante fator que interfere nas condições sanitárias e no bem desenvolvimento do lote. O material usado quando espalhado no galpão deve cobrir todo o piso, com o máximo de uniformidade, com a altura ideal variando de acordo com a época do ano: 5 a 8 cm no verão e 8 a 10 cm no inverno.
Uma cama de boa qualidade deve apresentar algumas propriedades indispensáveis:

 Uma excelente capacidade de absorver a umidade, evitando o empastamento da mesma dentro do círculo.
 Baixa condutividade térmica (bom isolamento do piso).
 Partículas de tamanho médio.
 Liberação rápida de umidade.
 Umidade por volta de 20 a 25%.
 Livre de substâncias indesejáveis (fungos, toxinas, etc.).
 Fácil disponibilidade
 Baixo custo.

Podemos usar os seguintes matérias:

 Maravalhas ou cepilho.
 Sabugo de milho picado.
 Capins secos.
 Casca de arroz.
.

MANEJO

Algumas condições básicas de criação são essenciais, como o cuidado para que na chegada das aves, o galpão esteja limpo, desinfetado, com os círculos montados e que os comedouros e bebedouros estejam distribuídos e as campânulas pré-aquecidas. É recomendável que a primeira água a ser consumida pelas aves tenha algum hidratante, que pode ser comercial ou caseiro (de 200 a 300 g de açúcar para 6 litros de água). Nos primeiros trinta dias, as aves podem ser alojadas em pinteiros ou criadas diretamente nos galpões.
Todo dia se faz uma vistoria no pinteiro ou galpão, observando se existem aves mortas ou mesmo aleijadas que devem ser retiradas. A partir da terceira semana, pode-se permitir o acesso ao material verde picado, substituí-se então os comedouros infantis pelos que ficarão até o final do lote.

TEMPERATURA.

A temperatura de um galpão é muito importante e seu controle permite obter resultados compensadores.
As temperaturas de conforto para as aves são as seguintes:

Idade/Dias Temperatura
01 a 07 32º
08 a 14 29º
15 a 21 26º
22 a 30 23º

A falta de calor traz problemas de desuniformidade do lote e o excesso desidrata. Para evitar estes problemas recomenda-se que o avicultor tenha sempre à mão um termômetro, controlando a temperatura ambiente constantemente.
O termômetro deve ficar na lateral interna do círculo de proteção, numa altura máxima de 8 cm e afastado aproximadamente 25 cm do seu centro.

Caipira Pesado Pescoço Pelado